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Nacional - Ralis

CAMPEONATO PORTUGAL DE RALIS - RALI CASTELO BRANCO

Domingo, 28 Junho 2020 06:17 | Actualizado em Segunda, 13 Julho 2020 17:45

A poucos dias de marcar a continuidade da temporada nacional de ralis, com a primeira prova pós pandemia, a Escuderia de Castelo Branco evidencia a sua vitalidade como uma das mais importantes coletividades do país ligada ao desporto motorizado. Quase seis décadas de existência e um ressurgimento de qualidade, assinalada pelas várias entidades oficiais do país durante o ano de 2019. António Sequeira é a ‘cara’ deste clube histórico, destacando alguns aspetos que o distinguem de várias outras agremiações existentes em Portugal. “Nos seus 56 anos nunca interrompeu a sua atividade. Já tivemos épocas menos boas, mas tivemos outras fabulosas. Penso que vivemos um momento muito bom na Escuderia. Nos últimos anos temos aumentado o número de associados, de provas que vamos fazendo”, sublinha o dirigente da coletividade albicastrense.
António Sequeira lembra também: “Foi o passado da Escuderia me permitiu chegar aqui enquanto presidente e já vínhamos provando a confiança de todos, das autarquias, dos patrocinadores, dos associados, dos pilotos. Um trabalho que sempre foi em crescendo, com alturas difíceis, devido sobretudo à economia do país, mas agora também podemos dizer que vivemos um momento muito positivo”.
O prémio autorgado no ano passado pela Confederação de Desporto de Portugal, a distinção por parte da FPAK e o lançamento de um livro comemorativo do 56º aniversário, acontecem numa altura em que a coletividade goza de invejáveis infraestruturas com destaque para um kartódromo construído recentemente, para além do circuito de ralicross. Mas mesmo aí o presidente da Escuderia de Castelo Branco esclarece: “O kartódromo foi um investimento da Câmara Municipal, tal e qual como o parque de desportos motorizados, mas a Escuderia também lá tem investido em termos de equipamento. Desde que entrei para a Direção, em 1992, com Carlos Tomás como presidente, percebi que a Escuderia era uma marca importante em termos de clube, mas sobretudo em termos de região”. Este amor de António Sequeira pela cidade e pela Beira Baixa é replicado naquilo que o clube pode fazer por Castelo Branco e pela região. “Isto só é possível porque as pessoas se juntaram ao longo destes anos. Não é fácil gerir um clube que vive de voluntariado. As pessoas têm de perceber o que estamos aqui a fazer. Neste momento temos quase 400 voluntários quase permanentemente, que nos permitem fazer estas provas. Não haveria dinheiro nenhum no mundo que pagasse as organizações que nós temos ou a responsabilidade que cada um de nós tem. Muitas vezes em detrimento da família, dos seus ‘hobbies’, da sua profissão, mas é este conjunto de apaixonados que leva a Escuderia para a frente”, assinala.


Texto de Nuno Barreto Costa / www.velocidadeonline.com

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