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NACIONAL - VELOCIDADE - TCR IBÉRICO

Quarta, 10 Julho 2019 06:21 | Actualizado em Quinta, 17 Outubro 2019 06:25

Circuito de Vila Real (5/6/7 Julho)

Florindo o santo da casa que fez milagre

 

Foi verdadeiramente emotiva, pela sucessão de acontecimentos da primeira à última volta, a primeira corrida do TCR Ibérico em Vila Real, este sábado, com a vitória a ser conquistada por Edgar Florindo (Cupra TCR) não sem alguma polémica pelo meio. É que na derradeira volta verificou-se um ‘chega para lá’ entre o piloto local e o estónio Robin Vaks (Honda Civic Type R) e este último, então líder, acabou contra os rails. Florindo ficava com caminho livre para vencer, apesar dos protestos do seu adversário. No final, os dois pilotos foram chamados ao colégio de comissários desportivos antes de serem tomadas eventuais decisões sobre o ocorrido em pista, mas a classificação final manteve-se.

 

“Numa manobra estúpida, ele foi por dentro na curva e tocou-me à saída, atirando-me contra os rails. Não é um gesto desportivo e devia ser penalizado por isso. Nas últimas voltas os pneus já estavam muito degradados e tive que geri-los, o que permitiu a aproximação do Florindo, mas nunca pensei perder a corrida daquela maneira”, lamentava Robin Vaks, desolado com o seu terceiro lugar final.

 

Edgar Florindo, exuberante com o triunfo, tinha uma opinião bastante diferente do piloto da ALM Honda Racing:

“Foi a vitória da raça, do querer e de quem nunca baixou os braços. Rodei sempre atrás do Vaks, na última volta aproximei-me bastante e planeei ultrapassá-lo naquela curva. Se lhe dei um toque? Sim, houve um contacto entre nós, mas porque ele não deixou espaço. Concretizei um sonho, que era vencer em Vila Real, no circuito da minha terra”, disse o piloto que não competia desde a edição 2018 do Circuito de Vila Real e foi, agora, o santo da casa que fez milagre…

 

A primeira “vítima” desta atribulada corrida foi Francisco Mora, o líder do TCR Ibérico e autor da “pole position” que logo pouco depois do arranque, e na primeira curva, não evitou bater ligeiramente nos rails, partindo um amortecedor do Cupra TCR. “Não houve formação para a partida e eu fui o mais prejudicado. Acelerei subitamente na tentativa de recuperar a minha posição na grelha, dei um pequeno ‘toque’ no Vaks e fui aos rails. A partida foi dada de uma forma péssima. Estou muito desiludido”, lamentava Mora. Vaks assumiu o primeiro lugar, na frente de Edgar Florindo, com Mattias Vahtel a ser pressionado pelo Audi S3 LMS de Gustavo Moura. O jovem piloto estónio, com problemas na caixa de velocidades do Honda logo após o arranque, só sossegou quando Moura se viu forçado a desistir, com a transmissão dianteira direita partida.

 

É sensivelmente nessa altura que se verifica o abandono de Daniel Teixeira (Seat Leon), quando este foi colhido de surpresa pelo ‘toque’ de um piloto do Open e acabou por bater nos rails. “É uma situação normal de corrida, mas de puro azar para mim, pois já bastavam os problemas de travões sentidos nos treinos”, referiu o piloto do Bompiso Racing Team.

A corrida 2 do TCR Ibérico, que completa esta segunda ronda da época no circuito de Vila Real, está agendada para as 9h15 deste domingo, com a duração de 23 minutos + 1 volta ao traçado transmontano.

 

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

TCR Ibérico: 1º, Francisco Mora, 50 pontos; 2º, Robin Vacks, 48; 3º, Mattias Vahtel, 42; 3º, Gustavo Moura, 33; 4º, Edgar Florindo, 25; 5ºs, Joaquim Santos e Daniel Teixeira, 18.

Equipas: 1ºs, ALM Honda Racing e Veloso Motorsport, 75 pontos; 3º, Bompiso Racing Team, 36.

 

 

 

 


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