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Mundial - Ralis

CAMPEONATO MUNDO DE RALIS - A CITROEN NO RALI DA SARDENHA

Terça, 12 Junho 2018 22:26 | Actualizado em Terça, 23 Outubro 2018 14:03

15º Rally Italia Sardegna (7 a 10 junho 2018)  – Final

UM BOM RESULTADO COLETIVO

Depois se verem confrontados com a necessidade de defenderem as suas posições, as formações do Citroën Total Abu Dhabi WRT demonstraram fiabilidade e consistência, conquistando o quinto e sexto lugar à Geral.

 

 

 

O RALI EM RESUMO

Nas provas em terra é crucial que a primeira Etapa corra bem. Algo menos que isso, e tendo em conta a inversão dos lugares na classificação para definir a ordem de partida nos dois dias seguintes, e o que acontece é passar o resto do rali a limpar estradas [de areia e terra solta] para os rivais. Com as fortes e inesperadas chuvas de sexta-feira na Sardenha, onde habitualmente chove sempre muito pouco nesta altura do ano, as coisas ficaram repentinamente mais complicadas para o Citroën Total Abu Dhabi WRT. Em pisos de terra e com chuva, nunca é vantajoso sair para a estrada numa posição muito atrás (Craig Breen em 8º e Mads Ostberg em 10º), pois as estradas vão ficando cada vez mais escorregadias e enlameadas à medida que os carros passam nos troços. 

Contudo, a equipa não baixou os braços, como ficou demonstrado pelos dois segundos tempos mais rápidos rubricados por Ostberg (ES2 e ES9) no meio de uma feroz luta nos lugares da frente, prova de que o norueguês está a melhorar o seu relacionamento com o C3 WRC. Uma série de pequenos erros por parte de Mads (um toque numa rocha na ES4) e de Craig (uma saída de estrada na ES2, deixar o motor ir baixo por três vezes na ES6 e outra saída de estrada na ES7), combinados com uma escolha errada de pneus para as duas passagens em Tergu-Osilo, impediram a dupla de terminar a Etapa de sexta-feira em posições melhores que quinto e sexto à Geral.

O regresso do bom tempo no sábado começou a secar as estradas, o que para ambas as formações significou passar as duas últimas Etapas a limpar as estradas para os restantes concorrentes. A partir daí, as duas equipas concentraram-se em segurar as suas posições, jogando pelo seguro ao levar dois pneus suplentes na tarde de sábado, cujas Especiais são conhecidas por serem particularmente agressivas para os pneus.   

Apesar da sua posição na ordem de saída para a estrada não lhe ser favorável, Mads Ostberg fez todas as tentativas para exercer pressão sobre o piloto quarto classificado, até aceitar que não conseguiria alcançá-lo. O norueguês terminou no quinto lugar à Geral, o seu melhor resultado com o C3 WRC, depois dos dois sextos lugares na Suécia e em Portugal. Por sua vez, Craig Breen obteve um resultado final respeitável com o seu sexto lugar, tendo também melhorado o seu conhecimento de um evento em que tinha menos experiência que os seus rivais.

 

 

PERGUNTAS A PIERRE BUDAR, DIRETOR DO CITROËN RACING TEAM

Que avaliação faz do desempenho da equipa neste rali, disputado pouco tempo depois de ter feito alterações na sua “política de pilotos”?

“No contexto da nossa situação atual, penso que é correto dizer que alcançámos os nossos objetivos. Ambos os carros chegaram ao fim intactos – e nos pontos – e não tiveram problemas de fiabilidade. Embora a nossa posição na ordem de saída para a estrada na primeira Etapa não fosse nada vantajosa devido à chuva, cometemos apenas pequenos erros durante sexta-feira. Esses erros foram, contudo, pesados em termos do tempo cronometrado, e implicaram também que as nossas formações fossem ‘condenadas’ a abrir o percurso nos dois dias seguintes. Portanto, daí para a frente, não podíamos, realmente, esperar um resultado melhor. O nosso único objetivo passou a ser a obtenção de pontos para o Campeonato de Construtores e recolher dados que nos permitam estar melhor preparados para a edição do próximo ano.”

Como é que a equipa está a lidar com a situação atual?

“Embora todos eles sejam verdadeiros profissionais e altamente competitivos, e estão, por isso, ansiosos por alcançar resultados melhores, também compreendem que atravessamos um processo de reconstrução. Estamos a tentar criar novas e sólidas fundações que nos permitam seguir em frente, com objetivos para 2019, e isto pode demorar algum tempo. Durante a fase de transição que estamos agora a atravessar, todos os elementos da equipa estão unidos e focados nas suas respetivas funções. Sabemos que temos um bom carro. O C3 WRC é competitivo em todos tipos de piso e estamos empenhados em melhorar o seu comportamento cada vez mais. Assim que estejam reunidos todos os ingredientes, estaremos novamente entre os melhores.”


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