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Mundial - Fórmula 1

MUNDIAL - CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA1 - SEGUNDO A OPINIÃO FA F1 FLASH

Sábado, 24 Novembro 2018 21:28 | Actualizado em Quarta, 16 Outubro 2019 04:01

MERCEDES RECUPEROU A POSIÇÃO DOMINADORA
E LARGA NA FRENTE PARA O G.P. DO ABU DHABI

No G.P. do Abu Dhabi, intratável Hamilton, impossíveis Mercedes! Em Yas Marina não dão quaisquer hipóteses e, com mais uma «pole» do britânico e o segundo tempo de Bottas, a marca alemã monopolizou a primeira linha da grelha pela quinta vez consecutiva na mesma pista (e pela 57.ª vez), coisa que nunca nenhuma equipa fez… Vettel e a Ferrari bem tentaram, mas três décimos de segundo mostram a diferença em velocidade pura existente. O que não significa que, amanhã, na corrida, as coisas não possam ser diferentes, embora ambas as equipas já se tenham equipado, no Q2, com os melhores pneus.

Segundo a Mercedes, esta foi a 52.ª «pole» de Hamilton nas últimas 100 corridas, estatística que realmente impressiona. Hoje, o já pentacampeão do Mundo esteve sempre por cima, mostrando-se o mais rápido ao longo de toda a qualificação, em que os Red Bull acabaram por desiludir, ficando aquém do que se esperava. Para a qualificação, Hamilton retirou o n.º 1 da frente do Mercedes e voltou ao habitual 44, dizia a sua equipa, antes, que «números 1 há muitos, #44 só há um». E como o britânico o comprovou!

Logo o Q1 deixou a promessa de uma qualificação bem disputada, com Vettel, Bottas e Hamilton separados por menos de seis centésimos. Mas o 4.º tempo de Ocon e o facto de estarem meio segundo acima da «pole» de 2017 mostravam que tinham andado com os depósitos bem carregados e os motores ainda em modos conservadores, pelo que haveria muito mais a mostrar. Tal como do lado dos Red Bull, com voltas guiadas com todos os cuidados, só para garantir o lugar no Q2. Até porque a pista iria melhorar, à medida que a temperatura iria descer. De fora ficaram os dois Williams, Stoffel Vandoorne (McLaren) e os dois Toro Rosso com Pierre Gasly a lamentar-se de uma perda repentina de potência. Na sua última qualificação, Alonso levou o McLaren ao Q2.

Lewis Hamilton baralhou o jogo todo no começou do Q2, quando todos os homens da frente foram para a pista com os mais resistentes ultramacios, já a pensar na corrida, e o piloto da Mercedes fez uma volta fabulosa, batendo a «pole» de 2017 por 0,6 s e destacando-se da concorrência: 0,7 s a Bottas e um segundo aos Ferrari! A evolução da pista, com o asfalto a refrescar, chegou a baralhar um pouco as coisas e os Red Bull até chegaram a estar em perigo, obrigando Verstappen a «calçar» os pneus hipermacios para resolver a sua situação, embora isso lhe comprometa a corrida, pois todos os seus rivais largarão com os mais duráveis ultramacios. Por outro lado, vai permitir-lhe um arranque melhor…

Fernando Alonso já tinha feito o pequeno «milagre» de tirar o McLaren do Q1, mas mais que isso já não se lhe podia pedir. Ficou-se, assim, pelo Q2, na companhia de Sergio Perez (Force India), Kevin Magnussen (com uma fuga de água no Haas), Marcus Ericsson (Sauber) e Carlos Sainz (Renault), com a curiosidade de todos a verem os companheiros de equipa a seguirem para o decisivo Q3.

A decisão da «pole» estava rodeada de grande expectativa e o primeiro «round» não desmereceu, com Hamilton a estabelecer o melhor tempo, cerca de um segundo abaixo da «pole» de 2017, embora com dois pequenos erros na sua volta. Vettel (também com pontos a melhorar) ficou a apenas 57 milésimos e Bottas estava a pouco mais de um décimo. Menos de três décimos separavam os seis primeiros, tudo parecia em aberto para a segunda tentativa.

Hamilton conseguiu juntar as «peças erradas» da primeira tentativa e obteve uma volta soberba, segundo e meio abaixo do tempo da «pole» do ano passado e frustrando o excepcional esforço de Bottas que também conseguiu entrar no segundo 34, mas ficou a 0,162 s. Já Vettel não foi mais longe e acabou por ficar a três décimos de distância, numa qualificação em que os Red Bull não conseguiram ter «jogo» para os Mercedes e Ferrari, com Ricciardo a bater Verstappen. Uma boa despedida na sua última qualificação pela Red Bull, depois de uma época tão… penosa.

A celebrar a 83.ª «pole», Hamilton revelou: «Esta foi uma qualificação emocional porque é a última vez que me qualifico neste carro… E a ‘montanha russa’ de emoções que tive com este carro levou-me a criar uma ligação emocional com ele. Mas hoje foi tão divertido ir para a pista e poder extrair tudo o que ele tinha para dar! A primeira volta não foi espectacular, houve algumas falhas, umas atravessadelas… A segunda tentativa foi muito mais próxima da perfeição, em especial o último sector». E lá frustrou o colega de equipa que, também ele, fez uma volta fabulosa mas não conseguiu repetir a «pole» de 2017: «Lutei pela ‘pole’, queria repetir o resultado da época passada mas, no final, não foi o que esperava», comentou Valtteri Bottas. «Mas para nós, como equipa, foi um bom resultado. Talvez tenha perdido algum tempo no último sector, as curvas 17 e 18 são difíceis de fazer na perfeição».

Já Sebastian Vettel estava com um ar satisfeito e bem-disposto, percebendo que, na pista de Yas Marina, os Mercedes eram mesmo inalcançáveis: «Gostei da sessão. No Q1 pareceu-me que estava equilibrado, no Q2 o Lewis fez uma volta fortíssima, mas no Q3 voltou a parecer-me muito próximo. Mas, no final, eles foram demasiado fortes. Mas estou confiante para a corrida, vai ser um longo duelo!», dizia o alemão, enquanto Hamilton cumprimentava os mecânicos da Ferrari. «Uma coisa é o que se passa na pista, fora da pista é outra coisa não há guerra nenhuma, não sei porque não podemos dar-nos normalmente e divertir-nos. Mas amanhã vamos tentar dar-lhes uma boa dor de cabeça!», prometeu o alemão.

Se Grosjean (Haas) se impôs com «ligeira clareza» na habitual luta do «melhor dos outros» – falamos afinal de menos de meio décimo – para garantir o 7.º lugar na grelha, a decisão dos 8.º, 9.º e 10.º lugares foi coisa de… roleta: apenas cinco milésimos de segundo separaram Leclerc (Sauber), Ocon (Force India) e Hulkenberg (Renault)! A corrida arranca amanhã, pelas 13.10 horas de Portugal Continental, para as 55 voltas aos 5,554 km do traçado de Yas Marina. Que, na terça e quarta-feira, voltará a receber os Fórmula 1 para dois dias de testes com os pneus da Pirelli para 2019 e várias estreias nos habitáculos.


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