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Mundial - Fórmula 1

CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA 1 - 2019 - SEGUNDO A INFORMAÇÃO DA F1 FLASH

Segunda, 31 Dezembro 2018 14:49 | Actualizado em Sábado, 19 Outubro 2019 13:52

TORO ROSSO STR14 E RED BULL RB15 SERÃO IGUAIS
É A OFICIALIZAÇÃO DAS «EQUIPAS-CLIENTE» NA F1…

Já se percebe melhor o divórcio «litigioso» entre a Toro Rosso e o seu director-técnico, James Key (a caminho da McLaren), depois de Helmut Marko revelar que, no próximo ano, a equipa B da Red Bull não terá, pura e simplesmente, director-técnico… E compreende-se porquê: o chassis de 2019 da escuderia de Faenza será em tudo semelhante ao do Red Bull RB15, agora que ambas as equipas voltarão a usar o mesmo motor. Um desenvolvimento que abre várias questões e que, juntamente com as situações da Haas, Sauber e Racing Point, confirma por completo as equipas B e a divisão do pelotão da Fórmula 1 em dois…

A Toro Rosso «não terá director-técnico porque essa figura já não é necessária», admitiu Helmut Marko, responsável da Red Bull para o desporto automóvel e a F1 em particular. A base do monolugar das duas equipas será a mesma e será concebida, em torno do motor Honda, pela Red Bull. Terá sido essa a razão para a partida de James Key, não se sabendo ainda quando poderá assumir o cargo de director-técnico na McLaren, onde irá projectar o carro de 2020.

«Dietrich Mateschitz [um dos donos da Red Bull] encarregou-me de potenciar as sinergias entre a Red Bull e a Toro Rosso e isso implica não ter pessoal nas duas equipas a fazer as mesmas coisas. E a Toro Rosso vai usar os mesmos conceitos do RB15», explicou Marko, recuperando a ideia original da criação da equipa italiana que acabou por não se concretizar, essencialmente, por duas razões: por regras impostas pela FIA que, a certa altura, impediam a partilha de muitos elementos; e por, em diversas temporadas, Red Bull e Toro Rosso terem utilizado motores de diferentes proveniências.

Contudo, a entrada da Haas na Fórmula 1 e as parcerias que estabeleceu com a Ferrari, com uma série de sinergias aceites pela FIA, abriram a porta a uma série de ideias sobre como duas equipas podem colaborar de forma muito mais estreita. A Ferrari replicou, de certa forma, o processo esta temporada com a Sauber, de novo com resultados positivos e a Mercedes prepara-se para fazer o mesmo com a Racing Point. Com a Toro Rosso a receber chassis semelhantes aos da Red Bull, é o assumir da situação das «equipas-cliente» que têm carros quase totalmente feitos pelas «equipas oficiais», podendo apenas procurar diferentes caminhos a nível da aerodinâmica…

Isso será a divisão definitiva e assumida do pelotão da F1 em dois, com as equipas oficiais – Mercedes, Ferrari, Red Bull/Honda e Renault – de um lado, e as «equipas-cliente» – Haas, Sauber, Racing Point (da Williams não se sabe bem…) e Toro Rosso – do outro. Quem fica numa posição isolada é a McLaren que, apesar de ser cliente dos motores Renault, é uma escuderia com filosofia de equipa oficial, construindo o seu próprio carro e tendo até uma fama a defender por causa do seu bem-sucedido programa de superdesportivos de estrada.

Se já era óbvia esta divisão em pista, as «classes A e B» passarão a ficar quase oficializadas… A demora de longos anos em tentar impor um tecto de gastos máximo levou a esta situação. Tecto sempre recusado pelas equipas grandes, sempre pedido pelas pequenas como única forma de sobreviverem. Percebe-se agora porquê, ao vê-las «empurradas» para os braços dos construtores como única forma de poderem continuar a competir. Mas daí até poderem lutar pelas vitórias ou pódios…


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