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Mundial - Fórmula 1

CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA 1 - 2019 - SEGUNDO A OPINIÃO DA F 1 FLASH

Sexta, 04 Janeiro 2019 13:51 | Actualizado em Sábado, 19 Outubro 2019 00:47

ASAS DIANTEIRAS DE 2019 ESTÃO A REVELAR-SE
QUEBRA-CABEÇAS PARA OS PROJECTISTAS DOS NOVOS F1

As novas asas dianteiras para 2019, mais largas mas muito mais simples e a proporcionarem uma carga aerodinâmica bastante menor, estão a ser um quebra-cabeças para os projectistas dos monolugares da próxima temporada. «O regulamento é muito restritivo, espero que o mesmo suceda com as outras equipas, mas a nós está a custar-nos retirar o rendimento que procuramos destas asas dianteiras», confessou Paddy Lowe, responsável técnico da Williams, uma das duas equipas a testarem, em Agosto passado, na Hungria, asas dianteiras com uma configuração semelhante à de 2019.

Pelos vistos, o regulamento técnico está muito «blindado» para evitar «buracos» que possam ser explorados como sucedeu com a Brawn, em 2009. Ou, do outro lado, mesmo que apenas como conselheiro, não estivesse… Ross Brawn! «As equipas foram muito abertas nesta discussão, pelo menos algumas delas. Colocaram as dúvidas em cima da mesa mas, depois, houve muitas coisas restringidas!», acrescentou Lowe.

A Racing Point (então ainda Force India) foi a outra equipa a experimentar, nos testes do Hungaroring, uma asa dianteira com as especificações de 2019. O seu director-técnico, Andrew Green, também destaca a «blindagem» destes novos regulamentos: «Não há grandes vazios legais… Certamente que haverá ‘buracos’ mínimos onde poderemos investigar, mas espero que não seja nada de grande».

«Isto mostra bem como é difícil escrever um conjunto de regras ligadas a uma geometria aerodinâmica específica. Quanto mais restrita for a regulamentação, maior serão os os regulamentos», acrescentou Green. «Porque se dermos aos técnicos regras muito simples para trabalharem, todos chegarão a soluções incrivelmente complexas!».

Prova de que é capaz de ser mesmo difícil extrair uma boa prestação aerodinâmica destas novas asas dianteiras é que… a Red Bull já se queixa! «É uma mudança significativa e, como é natural, uma coisa afecta várias e tem sido uma mudança muito cara», comentou Christian Horner. «Se isso melhorará a capacidade dos carros seguirem de perto o da frente? Talvez um pouco, mas não de forma significativa. E, inevitavelmente, alguém vai acertar, algumas equipas vão errar, o que poderá abrir mais o espaço entre as equipas, porque a melhor maneira de aumentar o equilíbrio é a estabilidade dos regulamentos».

O director da Red Bull não deixou de apontar o dedo a quem obrigou a adoptar esta alteração técnica que não é mais que uma parte de um grande «pacote» de mudanças pensadas para o futuro da F1. «Infelizmente havia alguns elementos de um projeto em que o Ross [Brawn] vem trabalhando, mas que foram escolhidos pela FIA para aplicação já este ano. E, infelizmente, Mercedes e Ferrari apoiaram isso com a votação no Grupo de Estratégia. Provavelmente, pensando agora, as equipes talvez reconhecessem que não era a coisa certa a fazer. Mas vamos reservar julgamentos até às primeiras quatro ou cinco corridas».


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