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Mundial - Fórmula 1

CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA 1 - 2019 - SEGUNDO A OPINIÃO DA FLASH - TOTAL DOMINIO DA MERCEDES NA AUSTÁLIA

Segunda, 18 Março 2019 07:26 | Actualizado em Terça, 22 Outubro 2019 21:01

TOTAL DOMÍNIO DA MERCEDES NA AUSTRÁLIA
MAS O HERÓI DO DIA FOI UM «GIGANTESCO» BOTTAS!

Há dias assim em que um piloto se senta num carro e nada no mundo o conseguirá deter! E hoje, na abertura do Mundial de 2019, esse foi o dia de Valtteri Bottas que fez uma corida perfeita para dominar o G.P. da Austrália, mandando na corrida desde que os semáforos se apagaram até à meta, dando-se ao luxo de recolher o ponto extra com a volta mais rápida. Hamilton foi 2.º mas a sua linguagem corporal parecia dar a entender que já percebeu ter pela frente um ano diferente… Na Mercedes é «game on»!

Porque, pelo que se viu em Melbourne, a Mercedes parece estar bem à frente de todos os outros, mesmo se Max Verstappen fez uma corrida notável para terminar «em cima» do Mercedes de Hamilton e dar à Honda o seu primeiro pódio desde o regresso da marca nipónica à F1. Sempre que uma equipa terminou «1-2» a primeira corrida do Mundial, conquistou o título de Construtores e o piloto que ganhou essa corrida tornou-se campeão do Mundo! É só uma estatística, vale o que vale, Bottas sabe bem o que são os contra-ataques de Hamilton mas, para já, é ele quem lidera com oito pontos de avanço.

E, quem diria? A ideia do ponto extra pela volta mais rápida acrescentou mesmo um motivo extra de interesse, com Bottas, Hamilton e Verstappen todos a comunicarem com os seus engenheiros a dizerem querer ficar com aquele bónus! Mas o finlandês estava a controlar tudo e conseguiu mesmo ficar com 26 pontos, fazendo a volta mais rápida da corrida com 1.25,580, bem abaixo dos 1.25,945 da do ano passado.

Hamilton foi surpreendido por um «relâmpago» Bottas que «faíscou» para o comando assim que as luzes apagaram, com um fabuloso arranque, conseguindo abrir uma boa vantagem com um ritmo bastante rápido. Os dois Ferrari chegaram a estar a milímetros um do outro, com Leclerc a fazer um bom trabalho com uma manobra de evasão para não tocar com a nova asa dianteira muito larga no pneu traseiro de Vettel que manteve o 3.º lugar, com Verstappen em 4.º. Como já vai sendo hábito, Ricciardo voltou a ser azarento na sua prova e bastou pôr duas rodas na relva para acertar num ressalto e ficar sem a asa dianteira do Renault…

Na frente, os Mercedes fugiam a um ritmo consistente dos Ferrari, com um ritmo que dava a sensação ser até demasiado forte para os pneus macios, num asfalto a 43 ºC, em especial com Bottas extremamente veloz e a afastar-se de Hamilton. E quanto, à 15.ª volta, a Ferrari foi a primeira (das equipas da frente) a jogar na troca de pneus, com Vettel a montar os médios, a Mercedes teve de responder com Hamilton, mantendo-o à frente do alemão, mas vendo-se obrigada a antecipar uma paragem suposta suceder muito mais tarde.

Como Bottas mostrava, continuando muito rápido com os pneus macios por mais sete voltas. A corrida inclinava-se ainda mais para o finlandês, pois não só alargava a vantagem para Hamilton como ficava com menos sete voltas para fazer com o novo jogo de pneus, enquanto o seu colega de equipa questionava se iria conseguiria ir até ao fim com os seus… Apesar de estar atrás, a Ferrari conseguira obrigar a Mercedes a «quebrar» a sua estratégia.

Com isso, contudo, a Scuderia colocou o alemão a «descoberto» face a um Max Verstappen que poupou o primeiro jogo de pneus e se tornou uma ameaça com o segundo a ter de fazer menos onze voltas… E o holandês aproveitou bem a vantagem, colocando o Red Bull/Honda à frente do Ferrari, partindo à caça do Mercedes de Hamilton! Verstappen podia agradecer à jogada da Ferrari estar no pódio, enquanto a Scuderia desiludia ao ver-se, em corrida, a mais de meio minuto do líder e atrás do Red Bull. Mas o holandês também teria de homenagear o tremendo trabalho feito pela Honda!

Lá na frente, Bottas imperturbável e imperial confirmava a promessa feita durante o defeso: voltar em 2019 muito mais forte! Sempre confortável, sempre a abrir a vantagem e a esforçar-se para ficar com a volta mais rápida da corrida (o tal ponto extra este ano…), caminhando sem problemas rumo a uma abertura de sonho da nova época, com a sua quarta vitória. Teremos mesmo luta pelo título dentro de Mercedes este ano?!

«Nem sei o que dizer, foi mesmo a minha melhor corrida de sempre, nem consigo explicar bem o que aconteceu aqui… O carro esteve sempre tão bom e fácil de guiar! O trabalho nos últimos anos, no Inverno, o trabalho a nível mental, mas nada disso teria sido possível sem este carro fantástico. No início tentei aumentar a vantagem e foi uma sensação fantástica, sabia que podia vencer, já o tinha feito antes…», comentou Bottas que ainda somou mais um ponto pela volta mais rápida. «Estava determinado em ter a melhor volta, é sempre arriscado com pneus velhos, mas fiquei felicíssimo».

«Foi um bom fim-de-semana para a equipa e só posso estar satisfeito», disse Lewis Hamilton, visivelmente longe de uma imagem de felicidade… «O Valtteri fez uma corrida brilhante e merece esta vitória, mas temos algum trabalho a fazer, tenho algumas ideias para trabalhar com os meus engenheiros. A partida foi algo frustrante, mas são coisas que acontecem». Para Hamilton, Melbourne começa a ter algo de «maldito»: pelo quarto ano consecutivo larga da «pole» e termina em segundo!

O pentacampeão do Mundo ainda teve de se haver com a pressão de Max Verstappen, a fazer uma corrida de sonho na estreia da parceria Red Bull/Honda, levando a marca nipónica ao seu primeiro pódio da era híbrida. «Tive de passar o ‘Seb’ para chegar ao pódio, o que não é fácil aqui... Ainda tentei lutar com o Lewis, mas já não consegui. Começar a época no pódio e a dar luta à Mercedes, acho que é um óptimo começo e tenho de dar os parabéns à Honda pelo trabalho que fizeram», declarou o holandês… a «vender bem a sua sardinha»: deu luta ao Mercedes que acabou a 21 s do outro Mercedes.

E os Ferrari? Uma desilusão… Tanto prometiam em ritmo de corrida e terminaram a quase um minuto de Bottas, a mais de meio minuto de Hamilton… Vettel perguntava ao seu engenheiro porque estava tão lento, não conseguindo sequer dar luta a Verstappen e vendo até Leclerc a chegar-se aos seus escapes no final. «Só sei que estava lento, nem consegui lutar com ninguém, foi uma questão de levar o carro até final», comentou o desapontado alemão. «Tive problemas com os pneus a corrida toda e tenho a sensação que toda a gente teve menos problemas que eu».

Na tremenda luta do meio do pelotão, Magnussen mostrou que a Haas está muito forte este ano, conseguindo um magnífico 6.º lugar, com o gosto especial de ter batido a Renault que ficou em 7.º com Hulkenberg. Ambas as equipas terminaram só com um carro, Grosjean (Haas) a ter de parar com a suspensão dianteira-esquerda partida, Ricciardo novamente infeliz na sua corrida a arrumar o Renault na sua «box» prematuramente.

E se Raikkonen fez uma corrida relativamente solitária dando os primeiros pontos à regressada Alfa Romeo, o notável equilíbrio do pelotão do meio fez das suas… Basta um pequeno detalhe para inverter tudo e, neste caso, foi um Giovinazzi (Alfa Romeo) a prolongar o seu primeiro turno até aos limites da vida dos seus pneus que acabou por atrasar Norris (McLaren), Perez (Racing Point) e Albon (Toro Rosso). Quem ganhou com isso foram Lance Stroll (Racing Point) e Daniil Kvyat (Toro Rosso) que fecharam os lugares pontuáveis, com destaque para a prestação do canadiano que largara de 16.º! Dentro de duas semanas o cenário mudará radicalmente, para uma corrida no deserto, o G.P. do Bahrain, que começará já ao por-do-sol para ter uma boa parte realizada já de noite.
#F1Flash #gpAustralia


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