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Mundial - Fórmula 1

CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA 1 - 2019 - SEGUNDO A OPINIÃO DA F1 FLASH

Sexta, 12 Abril 2019 12:20 | Actualizado em Quinta, 18 Abril 2019 16:44

O QUE HÁ PARA ANALISAR NA CORRIDA 1000 DO MUNDIAL
A COMEÇAR POR… QUE CORRIDA 1000 É ESTA?!

E cá chegámos à corrida mil do Mundial de Fórmula 1! Na China, no sumptuoso circuito de Xangai, a Ferrari vai fazer tudo para levar tão apetecidos louros para Maranello e tem todas as condições para isso, numa pista em que a potência dos seus motores, como ficou comprovado no Bahrain… e nas rugas dos homens da Mercedes, poderá fazer a diferença. Os chineses costumam ser mestres quando se trata de assinalar ocasiões especiais, pelo que nos deverão ter preparado um espectáculo magnificente a que se espera que corresponda mais uma corrida bem animada, com luta pela vitória e uma tremenda batalha no pelotão do meio.

Em relação ao que realmente se comemora na China, para sermos rigorosos, trata-se da milésima corrida do Campeonato do Mundo de Fórmula 1. Nem é o milésimo Grande Prémio – houve Grandes Prémios quase desde o nascimento do desporto automóvel, numa nomenclatura aproveitada das corridas de cavalos –, nem é o milésimo Grande Prémio do Mundial porque, nos primeiros anos, houve onze edições das 500 Milhas de Indianápolis que integraram o calendário e não assumiram a designação de Grande Prémio.

Também não é a milésima corrida de Fórmula 1, pois esta categoria já existia até antes da II Guerra, apenas com corridas disputadas de forma isoladas, só sendo agrupadas num campeonato em 1950. E mesmo ser a milésima corrida de um campeonato de F1 poderia levar-nos muito longe, pois em duas épocas (52 e 53) um total de 17 corridas do Mundial foram disputadas com carros de Fórmula 2… Mas não estamos aqui para estragar a festa a ninguém e, portanto, alinhemos já na comemoração da milésima corrida do Mundial de Fórmula 1!

O Shanghai International Circuit recebeu a sua primeira prova há 15 anos (2004), depois de gigantescos trabalhos de secagem de uma enorme área pantanosa e de um investimento, na altura, de 400 milhões de euros. O que ali se ergueu foi um verdadeiro monumento, com bancadas da altura de um prédio de nove andares, as duas emblemáticas passagens superiores e as lindíssimas a imitar flores de lótus da bancada que segue ao longo da maior linha recta do Mundial, com cerca de 1,2 km. É aí que está uma das duas zonas de DRS, estando a outra na recta da meta.

Nessas duas zonas, mas também na recta que existe após o «caracol» que são as três primeiras curvas, assiste-se a muitas ultrapassagens, proporcionando a pista chinesa corridas com muitas trocas de posição. Viu-se há um ano, com Daniel Ricciardo a chegar à vitória depois de passar Raikkonen, Verstappen, Vettel, Hamilton e Bottas! Os principais pontos a seguir este fim-de-semana são:

• LUTA MERCEDES/FERRARI – Os homens da Mercedes não escondem a preocupação em relação à rapidez e competitividade exibida pelos Ferrari no Bahrain. Xangai é uma pista que pede potência e velocidade pura em recta e nas curvas longas e o SF90 é bom em tudo isso. Assim consiga ter uma prova «limpa», sem problemas de fiabilidade… Será que a Mercedes conseguiu alguma evolução que consiga contrapor para recuperar o défice de andamento que foi claro na última corrida? A qualificação de sábado será o primeiro indicador real, mas os treinos livres poderão dar pequenas pistas…

• VETTEL/LECLERC – Sabia-se que Charles Leclerc tinha tudo o que é preciso para vir a ser um futuro campeão do Mundo, mas talvez não se esperasse que se impusesse tão rapidamente dentro da Scuderia, ao ponto de colocar Sebastian Vettel numa situação quase desconfortável… até aos olhos de muitos «tifosi»! Na Austrália tiveram de lhe pedir para não passar Vettel, no Bahrain ignorou a ordem para se manter duas voltas atrás do alemão e… «fez-se à vida». E foi soberbo, enquanto Vettel se perdia num erro de pilotagem, conseguindo Leclerc desviar os holofotes para o seu lado! E de uma forma elegante e natural, sem ponta de arrogância. É destes «heróis» que o povo gosta, para óbvio desconforto de Vettel, mesmo se o ambiente na Scuderia parece estar melhor que nunca. Mas não deixa de haver sempre uma luta de galos para um único poleiro de melhor piloto da equipa…

• RED BULL ENDIREITA-SE? – Foi uma desilusão no Bahrain e os próprios elementos da equipa (nomeadamente Verstappen) disseram que foi o ponto mais baixo do ano, com um carro que não se comportava como devia, com problemas aerodinâmicos. Tiveram dois dias de testes para perceber o que se passava, chegarão a Xangai em melhor forma? Já se percebeu que não estão em condições de ameaçarem Ferrari e Mercedes, em especial numa pista com tão longa recta (o motor Honda melhorou muito mas ainda não está bem «lá»). Especulação nossa: um Red Bull com problemas aerodinâmicos é coisa nunca vista, terá havido um compromisso exagerado para acomodar correctamente o motor Honda?...

• TUDO AO MOLHO!! – No pelotão do meio voltará a andar tudo «à pancada» por cada centésimo de segundo. A McLaren e a Toro Rosso têm sido boas surpresas (destaquem-se Norris e Albon!), enquanto Renault e Haas têm prometido muito nos treinos livres (a Haas até na qualificação), mas depois na corrida vão por ali abaixo… A Renault está a ser a grande desilusão do ano com um começo desastroso e, se houve claras melhorias na corrida do Bahrain, aquele final abrupto escondeu-as por completo… No meio de tudo isto, Kimi Raikkonen, com toda a sua experiência, lá vai levando o Alfa Romeo a acumular pontos.

• COMEMORAÇÕES – Além de muita festa, haverá certamente muitos capacetes com decorações especiais para assinalar a milésima corrida – Raikkonen, ao seu estilo, disse que gostava de correr com um capacete aberto mas que as regras não lho permitiam… – e até alguns logos de visual «retro», como a Red Bull já apresentou, em relação à petrolífera com que trabalha.

A Pirelli leva para a China as suas misturas C2 (brancos), C3 (amarelos) e C4 (vermelhos), ou seja, os antigos médios, macios e ultramacios. Curiosamente, desta vez os pilotos não concentraram as suas escolhas quase totalmente nas borrachas mais macias, ficando com vários jogos das mais duráveis. Num circuito em que as ultrapassagens são possíveis, a corrida assume uma importância maior que a qualificação…

O G.P. da China obriga quem gosta de acompanhar tudo em directo a ser bastante madrugador, começando já pela noitada para os treinos livres, cujas sessões de hora e meia se realizam às 3 e às 7 horas de Portugal Continental e Madeira (menos uma hora nos Açores). Na madrugada de sábado, a última hora de treinos livres tem lugar às 4 horas para a qualificação começar às 7 horas. A corrida arrancará às 7.10 horas de domingo, para 56 voltas ao traçado de 5,451 km do Shanghai International Circuit.


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