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Mundial - Fórmula 1

MUNDIAL - CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA 1 -.2019 - SEGUNDO A OPINIÃO DA F1 FLASH

Domingo, 26 Maio 2019 19:12 | Actualizado em Terça, 15 Outubro 2019 08:21

HAMILTON FAZ «MEIO SERVIÇO» NO MÓNACO
AO ARRANCAR A FERROS A SUA 85.ª «POLE POSITION»

Já desde quinta-feira que se «desconfiava» que a discussão pela «meia vitória» que a qualificação representa no G.P. do Mónaco seria um assunto a tratar entre os dois pilotos da Mercedes. E hoje assim se confirmou, com Lewis Hamilton a dar um passo importante para, amanhã, lutar pela vitória ao bater Valtteri Bottas por escassos 86 milésimos de segundo, aumentando o seu recorde de «pole positions» para 85!

Nova linha da frente monopolizada pela Mercedes que, assim, terá quase garantida a vitória na corrida. Dificilmente Verstappen ou Vettel, que largam da segunda linha, conseguirão surpreender logo os dois carros prateados… Que, além da superioridade evidenciada, ainda têm a vantagem de já saberem com o que contam quando chegar a altura de montar os pneus médios, coisa que nem a Red Bull nem a Ferrari sabem porque nunca rodaram com aquelas borrachas nos treinos, devido à escolha (demasiado) radical de pneus para esta prova…

Aparentemente, só uma «epidemia» mecânica ou um desentendimento grave entre Hamilton e Bottas (que têm mostrado grande respeito mútuo e a preocupação de colocar os interesses da equipa acima dos seus) poderá levar a uma derrota da Mercedes, portanto… É verdade que das duas vezes que Hamilton venceu no Mónaco não largou da «pole» e que quando largou da «pole» não venceu, mas estas curiosidades valem o que valem…

Mas a qualificação do G.P. do Mónaco começou com um verdadeiro choque ou, se se preferir, com mais um violento «tiro no pé» por parte da Ferrari que deixou Charles Leclerc (logo o piloto «da casa»…) eliminado no Q1 por ter presumido que o tempo feito pelo monegasco era suficiente, não sendo necessário mandá-lo de novo para a pista… «Esta é difícil de aceitar e preciso de explicações», reclamava Leclerc. «Perguntei se estavam certos [em fica na ‘box’], disseram-me que sim. Perguntei de novo… mas não tive respostas concretas. Tínhamos mais que tempo para sair de novo, o ter tido de parar na pesagem não foi problema, ainda tinha combustível, era só mudar os pneus. Não havia qualquer problema… Preciso de explicações!».

O monegasco, mais furioso que desiludido, promete atacar amanhã, mas avisa: «Vou ter de correr muitos riscos, até arriscar-me a bater! Mas terei de tentar e ir aos extremos para ultrapassar». A sua corrida promete… mas é bom que se acalme um pouco até lá. Os seus companheiros de eliminação no Q1 foram os Racing Point que se dão mal com pistas muito lentas e sinuosas e, claro, os Williams, com Russell a bater de novo Kubica.

Já o Q2 foi particularmente agitado e terminou até com a surpresa de ser Verstappen (Red Bull) o mais rápido, ficando provisoriamente com o recorde da pista, fazendo menos dois décimos (1.10,618) que a «pole» de Ricciardo em 2018. Os Toro Rosso usaram o modo mais potente do motor Honda para garantirem um lugar no Q3 com grandes actuações de Kvyat e Albon, deixando de fora Hulkenberg (Renault), Norris (McLaren), Grosjean (Haas) – furioso por ter apanhado um Red Bull em ritmo lento –, Raikkonen e Giovinazzi (Alfa Romeo).

Chegados à fase decisiva, Bottas fez «xeque» a Hamilton, sendo dois décimos mais rápido, mas confirmando que os Mercedes estavam mesmo sozinhos na luta pela «pole»: Verstappen ficou a 0,389 s e Vettel a significativos 0,695 s. Mas o finlandês já tinha sido avisado para não «provocar» o colega de equipa… Que respondeu com uma volta mesmo nos limites, batendo-o por escassos 86 milésimos, enquanto Bottas não conseguiu melhorar o seu tempo. E a concorrência ficou ainda mais longe!

«Adoro correr aqui, é onde eu vivo, é a corrida com que sonhamos desde criança!», exclamava um vibrante Hamilton que não se cansava de elogiar o trabalho feito pela equipa que, nos últimos anos, sempre teve problemas em adaptar os Mercedes ao traçado monegasco. «Chegámos aqui com um grande carro e foi uma tremenda batalha com o Valtteri que tem estado em grande todo o fim-de-semana. Temos um conjunto fantástico, mas levamos o carro aos limites e, em cada curva, estamos sempre a pontos de perder o controlo. Aconteceu-me à saída do gancho de Rascasse mas, felizmente, recuperei-o e terminei bem a volta».

Já Valtteri Bottas dizia-se «desapontado», porque tinha percebido na sua primeira volta que «havia muitos pontos onde poderia melhorar na segunda tentativa». Contudo… «Apanhei carros mais lentos e os pneus não ficaram à temperatura ideal e acabei por abortar a volta». Mas o finlandês deixou a promessa de contra-atacar no arranque de amanhã: «Tudo pode acontecer, mas não se desiste ao sábado!».

Já Verstappen reconheceu que «os Mercedes são muito rápidos». «Ainda foi bom ter sido o mais veloz no Q2 mas, no Q3, o carro não esteve tão bem, talvez os pneus estivessem frios. Na segunda tentativa devo ter feito a volta de preparação demasiado devagar e os pneus estavam mesmo com pouca aderência, optei por nem terminar a volta». Porque a sua vantagem sobre Vettel era confortável…

O alemão da Ferrari nunca se mostrou confortável ao volante do SF90, com o traçado monegasco a evidenciar os já muito falados problemas do trem dianteiro… E viu Pierre Gasly (Red Bull) ficar a menos de um décimo, no topo de uma luta emotiva em que bateu Kevin Magnussen (Haas) por 58 milésimos, Daniel Ricciardo (Renault) por 0,17 s e Daniil Kvyat (Toro Rosso) por 0,23 s. Carlos Sainz contrariou o cenário negro que ele próprio traçara para a McLaren no Mónaco com o 9.º tempo, com o entusiasmante «rookie» Alex Albon a fechar o «top ten».

O G.P. do Mónaco começa amanhã quando forem 14.10 h de Portugal Continental, para 78 voltas aos 3,337 km do traçado mais curto do calendário do Mundial de F1. Antes, pelas 13.53, haverá um minuto de silêncio em homenagem à memória de Niki Lauda, marcado por uma enorme quantidade de chapéus vermelhos, a imagem de marca do tricampeão do Mundo que deixou um importante legado na disciplina!
#F1Flash #gpMonaco


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