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MOTOS - VOLTA AO MUNDO COM FRANCISCO SANDE E CASTRO - BOLIVIA

Domingo, 17 Dezembro 2017 14:51 | Actualizado em Sexta, 19 Janeiro 2018 02:10

O Salar do Uyuni é espectacular. São quase 11.000 Km2 de uma placa de sal espessa e rugosa que cria uma paisagem extraordinária. Um casal de Coreanos que conheci naquela  noite antes de partir, quando decidi ir comer uma sopa a um restaurante na esquina, estava fascinado com a ideia de partirem dentro de meia hora para uma visita nocturna ao Salar.

- Qual é a graça? Perguntei eu ao guia no dia seguinte
- É que o ceú estrelado fica com uma clareza impressionante sobre o Salar.
Há fotografias tiradas por astronautas que mostram aquela zona da terra como uma luz branca brilhante.
Entretanto chegaram à conclusão recente que aqui estão entre 50 a 70% das reservas de Lithium existentes na terra, o metal valiosíssimo que se utiliza nas baterias dos carros eléctricos e outras. Em 2018 começará a ser extraído, o que pode vir a enriquecer muito o país, se souberem e conseguirem controlar a corrupção.
Saí então para o salar com um grupo de dois casais ingleses e duas alemãs que viajavam num jipe conduzido pelo guia Boliviano. Passámos antes a visitar um cemitério de comboios depositados numa zona do deserto, com dezenas de máquinas a vapor.
Já no salar fazemos a primeira meia dúzia de quilómetros e paramos junto a uma estátua em sal que representa a passagem do Rally Dakar por aquele local. Ao lado está uma zona com bandeiras de várias dezenas de nacionalidades, supostamente dos concorrentes que entraram na prova. Lá consegui encontrar a portuguesa e quando pedi a uma francesa que também estava no nosso grupo, noutro jipe, para me tirar a fotografia ela referiu que não existia ali uma bandeira francesa.
- Não pode ser, vamos ver. Não havia mesmo. Provavelmente alguém a levou.
Almoçamos no restaurante construído com blocos de sal que ali existe. Esta zona é até onde a maioria dos motards vêm para tirar fotografias e regressar a Uyuni pois pode aqui chegar-se sem guia e regressar. Nós atravessámos para o outro lado do Salar. É extraordinário acelerar de moto por cima daquele espaço branco a perder de vista. Por várias vezes passei o Jipe e acelerei, deserto de sal dentro, até mais de 200 Km/h. Mais do que atingem as motos do Dakar. Sensacional. O problema é que o piso de sal é muito abrasivo e não pude manter essa velocidade por muito tempo pois os pneus aquecem e levam um grande desgaste.
A meio da tarde chegamos ao que eles chamam uma ilha, e que o terá sido, quando aquilo foi um mar. O que é interessante é que na época de chuvas o Salar volta a ter água, que chega a atingir vinte a trinta centímetros de profundidade e deixa o local intransitável, até a água se infiltrar na camada de sal e este voltar a secar.
A ilha, em rochas e terra, terá uns setenta metros de altura e a vegetação é maioritariamente de cactos. Pequenos pássaros vivem naquele local inóspito.


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