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MOTOS - VOLTA AO MUNDO COM FRANCISCO SANDE E CASTRO - PERU - AMÉRICA DO SUL

Quinta, 16 Novembro 2017 12:39 | Actualizado em Sábado, 19 Outubro 2019 04:24

Huaraz começou a ser frequentada por turistas quando se descobriu a fantástica natureza escondida nas suas montanhas, praticamente inexploradas. A poucas dezenas de quilómetros da cidade elevam-se os mais altos picos do Peru na chamada “Cordillera Blanca”. São várias elevações com mais de cinco mil metros de altitude que, por esse motive, têm glaciares no topo, dizem que não por muitos mais anos, o aquecimento global é uma realidade assustadora, que por sua vez alimentam lagoas formadas no alto das montanhas, de águas límpidas e que nalguns casos adquirem cores fabulosas, como o azul turquesa único da lagoa 69.
É uma paisagem extraordinária que felizmente ainda está pouco explorada. No dia em que subi as montanhas disseram-me que tinham passado uns vinte turistas.
Saí do Hotel pelas dez da manhã a caminho das altas montanhas. Fiz cerca de 50 Km em estrada boa até à aldeia de Carhuaz, que ficou totalmente soterrada com o tremor de terra de 1970. Aí entramos numa estrada de terra que é um autentico suplício por estar num estado lastimoso. Foram vinte e cinco quilómetros a subir em que a moto parecia que se ia desconjuntar, tal eram as vibrações provocadas pelo péssimo piso, em grande parte com pequenas pedras soltas. Demorei mais de uma hora a chegar lá a cima à primeira lagoa mas vale a pena o esforço. A paisagem é extraordinária não só junto à lagoa como durante o trajecto em que temos da parte de baixo o vale com a aldeia lá em baixo e do outro as montanhas com o enorme glaciar no topo. Breathtaking, até no verdadeiro sentido da palavra, porque volto a estar a mais de 4.000 metros, embora já mais habituado. Os mais corajosos saem de Huaraz às cinco da manhã e continuam a subir até aos 4500 metros de carro e depois num trajecto de três a quatro horas a pé, com mais duas a três no regresso, para chegarem à famosa lagoa 69, a perto de cinco mil metros de altitude. À hora que subi já não era possível fazer o trajecto mas mesmo que fosse cedo acho que já não tinha pedalada para o esforço físico com um ar tão rarefeito.
Chegados à primeira lagoa, o percurso de cerca de três quilómetros até à segunda tinha sido reparado recentemente e aí pude rodar normalmente. Fiquei um pouco a admirar a extraordinária paisagem e depois desci a estrada do inferno, em mais uma hora de trajecto para percorrer os 25 Km. O que vale é que a moto é uma Honda. Aguenta tudo.
Almocei cá em baixo em Carhuaz e regressei a Huaraz. No dia seguinte parti para Lima.
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