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COMÉRCIO & INDUSTRIA - EUROPEUS ESTÃO CONFUSOS

Quarta, 26 Setembro 2018 12:14 | Actualizado em Terça, 10 Dezembro 2019 17:02

Europeus estão confusos com os termos veículos ‘conectados’ e ‘autónomos’

Inquérito realizado a 14.000 adultos em 14 países europeus revela que quase metade destes não compreende as definições de veículo ‘conectado’ e ‘autónomo’.

 Alemanha, França e Itália lideram o top dos países com um maior conhecimento em relação a estes temas. Já a Noruega, a Dinamarca e o Reino Unido encontram-se no fim da lista;
• Os grupos etários mais jovens são os que menos entendem a definição de veículo autónomo, no entanto, são os mais propensos a adoptar estes veículos;
• Portugal encontra-se no top 3 dos países com maior conhecimento sobre o conceito dos carros conectados.

 O Grupo Avis Budget revelou hoje uma nova pesquisa independente que envolveu 14,000 pessoas em 14 países por toda a Europa, incluindo Portugal. Os resultados destacam uma lacuna de conhecimento significativa ao nível de compreensão sobre o futuro da mobilidade, com diferenças marcantes no conhecimento e compreensão entre países e faixas etárias. No caso português, mais de metade dos entrevistados demonstrou ser familiar com estes conceitos, no entanto, 53% dos inquiridos nacionais referem que não preferiam ter um carro autónomo àquele que atualmente têm.

Carros conectados relativamente desconhecidos


A pesquisa solicitou aos entrevistados que selecionassem a definição correta do termo ‘Carro Conectado’. Pouco mais de metade (54%) adotou corretamente o termo, selecionando a definição ‘um carro conectado à Internet que pode falar com outros dispositivos’, enquanto 17% não tinham certeza ou simplesmente não entendiam o termo. Uma em cada dez pessoas (13%) entendeu incorretamente que se tratava de um carro conectado a uma fonte de energia, enquanto 7% acreditavam que fosse um carro fisicamente ligado a outro.

Veículos autónomos também desconhecidos

A mesma metodologia foi usada para avaliar a compreensão do termo "Veículo Autónomo”, revelando novamente uma diferença distinta no nível de conhecimento entre os consumidores. Embora mais de metade (56%) dos entrevistados tenham identificado corretamente o termo como sendo ‘um carro que se conduz por si mesmo’, quase uma em cada cinco pessoas (17%) considerou ser um carro dirigido por um ‘Droid de Inteligência Artificial’, 7% acreditou que se tratasse de um carro que deve ser estacionado no seu próprio estacionamento ou afastado do trânsito.

A menor compreensão do termo foi encontrada entre as faixas etárias dos 18-23 (47%) e 24-36 (51%), em comparação com os 67% daqueles com idade igual ou superior a 66 anos, apesar de as faixas etárias mais jovens serem mais propensas a preferirem um carro autónomo em detrimento dos carros que já possuem. A propensão mais alta para escolher um carro autónomo foi encontrada entre aqueles com idades entre os 24-36 anos (49%) e 18-23 (47%) em contraste com os 26% da faixa etária de mais de 66 anos.

A divisão entre o Norte e o Sul da Europa


A pesquisa revelou diferenças significativas na compreensão destes dois conceitos-chave dentro do tema da mobilidade do futuro nos 14 países europeus envolvidos na entrevista. Os entrevistados em França apresentaram uma maior compreensão da definição correta de um carro conectado (72%), seguida pela Itália (71%) e por Portugal (68%). Em contraste, a Noruega registou o menor nível de compreensão com apenas 35%, ligeiramente atrás da Dinamarca e do Reino Unido (37%).

Relativamente à definição de um veículo autónomo, a Alemanha é o país que apresentou um maior conhecimento em relação a este conceito (69%), seguida pela Áustria e pela Suíça (68%). Curiosamente, dado o seu elevado conhecimento referente aos carros conectados, a Itália registou os níveis mais baixos de conhecimento de veículos autónomos com apenas 46%, ligeiramente atrás da Holanda (48%) e da Noruega (44%). No caso português, 53% dos entrevistados escolheram a definição correta, porém, um número considerável dos inquiridos (34%) pensou que se tratasse de um carro dirigido por um ‘Droid de Inteligência Artificial’.

A indústria precisa de ajudar a combater a falta de conhecimento

Mark Servodidio, Presidente Internacional do Grupo Avis Budget comentou: "Este estudo destaca a grande diferença nos níveis de compreensão em toda a Europa sobre as tecnologias de mobilidade. É visível que, como indústria, precisamos de educar os consumidores em todos os mercados e faixas etárias, destacando as inovações e os avanços tecnológicos realizados – que ajudaram a tornar os desenvolvimentos antes vistos apenas em ficção científica, uma realidade. Como um negócio de mobilidade global com uma história de 70 anos, estamos na vanguarda do cenário variável de mobilidade e continuaremos a orientar os nossos clientes neste percurso à medida que desenvolvemos os nossos negócios para responder às suas necessidades e preferências, ambas em constante mudança.”

Segurança em veículos autónomos continua uma preocupação


A segurança e a responsabilidade foram, inevitavelmente, consideradas questões-chave em torno dos veículos autónomos. Seis em cada dez entrevistados (60%) afirmaram que não se sentiriam seguros se todos os carros na estrada fossem autónomos, enquanto a grande maioria considera que, para andar num carro autónomo, as pessoas deveriam estar sóbrias (86%), encontrarem-se em idade legal para conduzir (87%) e possuírem uma carta de condução (87%).


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