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Diversos - Recdordar é Viver

DIVERSOS - RECORDAR É VIVER - POR VITOR CARDOSO

Quinta, 17 Janeiro 2019 14:36 | Actualizado em Quinta, 14 Novembro 2019 18:36

Três heróis 

Três homens do automobilismo que não aceitaram o destino adverso e com muita coragem ... garra e ... porque não um pouco de loucura venceram o destino, são eles "Sir" Frank Williams, Clay Regazzoni e Alex Zanardi
Frank Williams patrão da Williams quando em 06/03/1986 vinha dos testes privados da sua equipa em Paul Ricard para apanhar o avião no aeroporto de Nice, despistou-se quando guiava um Ford Sierra alugado e se fazia acompanhar de Peter Windsor caiu num declive com sensivelmente 2,5 metros tendo fracturado a coluna entre a 4º e 5º vértebra ficando tetraplégico. Windsor apenas sofreu ferimentos ligeiros. Não foi este "contra tempo" que o retirou do comando da sua prestigiada Williams Grand Prix Engineering fundada em 1977 e que tantos momentos de glória lhe deu, apesar de bastante debilitado depois do acidente, sendo o seu "braço direito" o sócio Patrick Head.
Clay Regazzoni o italo-siuço esteve na F1 uma década entre 1970 e 1980 fazendo 139 GP obtendo 28 pódios e 5 vitórias, guiando para a BRM, Ferrari e Williams entre outras.
No entanto em 1980 no GP dos EUA-Oeste disputado nas ruas de Long Beach quando seguia a cerca de 280 Km/h e foi para fazer uma forte travagem o pedal do Ensign foi até ao fundo em vão saindo disparado pela escapatória tendo ainda batido no Brabham de Zunino que tinha lá ficado parado.
A forte dor sentida nos quadris ao ponto do fazer desmaiar não augurava nada de bom e assim foi ficando Clay paralítico da cintura para baixo. Ficando com "o bicho" a roer lá dentro não era as acções de promoção que o satisfaziam e daí a estar ao volante foi rápido. Desta feita deixou o alcatrão para se apaixonar pelas areias do deserto e nada melhor que um Dakar para isso . Fez a prova africana de camião e de jeep, e mais tarde também chegou a correr em Sebring.
A 15 de Dezembro de 2016 numa auto estrada perto de Parma, sem uma explicação concreta entrou pela traseira de um camião com a sua Chrysler Voyager provocando-lhe a morte.
Alex Zanardi é mesmo um super heroi !!!
Deve ser muito difícil encontrar alguém com a força de vontade e o querer que o italiano têm. Chegou à F1 em 1991 e em 1994 perdeu o lugar na Lotus por um acidente o ter deixado "de Baixa" uns tempos. Voltaria à F1 pela porta grande em 1999 depois de ter ganho campeonatos na CART, mas o regresso não foi como se esperava. A F1 tinha mudado muito entretanto, principalmente ao nível dos pneus e Alex apesar de estar numa das melhores equipas, a Williams, nunca se conseguiu habituar a esta F1 voltando à "sua" CART em 2001. Portanto Alex fez 44 GP com a Williams, Lotus e Jordan sem nenhum lugar de relevo.
Na CART onde chegou a primeira vez em 1996 e com a equipa de Chip Ganassi ganhou logo os campeonatos de 1997 e 1998 sendo o homem show das pistas americanas.
Na CART Alex fez 66 GP e ganhou por 15 vezes.
Depois voltou, como dissemos atrás, para a F1 numa troca de pilotos entre a Ganassi e a Williams, para voltar à CART em 2001 para a equipa de MoNunn. Quando quase no fim do campeonato vêm correr à Europa no Eurospeedway de Lausitzring um final trágico esperava o italiano.
Seguindo na frente da corrida faz uma última paragem e reentra na pista e para perder o menos tempo possível, talvez com os pneu ainda um pouco frios ao acelerar perde o carro, atravessando-se na pista na altura que ao passar um concorrente (por acaso também italiano) não o consegue evitar arrancando a frente do carro e ... as pernas do piloto.
Alex esteve em risco de vida pelo sangue perdido e tiveram que lhe amputar as duas pernas por cima dos joelhos 
Quando se pensava que a vida desportiva de Alex estava acabada eis que "renasce" quando a equipa lhe prepara um carro para completar as 13 voltas que faltavam para acabar quando se deu o acidente. Alex não se limitou a completar o raio da corrida tinha logo que rodar em tempos muito ...muito aceitáveis ao nível dos melhores o que deixou logo no ar ... um regresso. Logo no ano seguinte depois de bem adaptado um dos BMW 320 is da BMW-Italia no WTCC onde competiu até 2009 tendo ganho várias corridas. Também em 2014 andou com um BMW Z4 GT3 na serie Blancpain.
Depois veio o outro desafio o desporto paraolímpico onde no ciclismo adaptado ganhou uma medalha de ouro e uma de prata em 2016.
Difícil ... muito difícil aparecer outro super heroi como este.


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