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DIVERSOS - DISCURSO DIRECTO COM FERNANDO XAVIER

Quarta, 12 Fevereiro 2020 11:46 | Actualizado em Quinta, 20 Fevereiro 2020 14:30

DISCURSO DIRECTO

 

APANHEI UM SUSTO NESTA ÉPOCA QUANDO O CAPOT ABRIU-SE EM ANDAMENTO, palavras de Fernando Xavier

 

 

 

 

 

 

 

O nosso convidado de hoje, sagrou.se este ano  tri campeão no Campeonato Portugal de Clássicos, sempre ao volante do seu Volkswagen Scirocco, de côr laranja que muitas alegrias tem dado ao piloto do Porto, sempre deveras amável, e muito popular entre os seus adversários de pista.

 

Assim pedimos a Fernando Xavier que nos fizesse um resumo daquilo que foi a época de 2019, o que logo nos começou por dizer “  para ser franco correu melhor do que eu esperava, porque primeiro eu estava com duvida sobre o Campeonato, sabia de antemão que já não ia a Vila Real por razões de ordem familiar. Em segundo lugar sabia que ia perder aquela pontuação para os meus mais directos adversários, por isso não aspirava a nada, e estava lá apenas para me divertir”. Sobre as provas em que participou fez-nos um balanço “ na 1ª corrida no autódromo do Estoril correu mal, pois as condições atmosféricas foram difíceis, começou com chuva, e tenho de “calçar” o Volkswagen Scirocco  com pneus de chuva já com uma certa idade e ressequidos. À 3ª volta deixa de chover, e duas voltas mais tarde com a pista a secar, o pneu do lado esquerdo da frente ovalizou, tornando a condução muito difícil, e não tive outro remédio senão levantar o pé. Na penúltima volta como ainda não chegasse todos os factores de corrida, de repente o capot abre-se em andamento, e tive de encostar, pois não conseguia ver nada para a frente. Mesmo assim acabei em 3º na categoria H 81.Depois fomos para Braga, onde ganhei as duas corridas, sem problemas, mas tive alguns toques com alguns adversários. Não participei no circuito de Vila Real, mas os meus adversários mais directos tiveram problemas, por isso ficou tudo em aberto para o circuito Braga 2 e Portimão .No circuito Braga 2, ganhei a primeira corrida, mas na segunda corrida o Carlos Vieira e o seu Ford Escort bateu-me, pois tentou passar-me no arranque bem por cima da relva, o que não entendo, como é que isto é permitido pelos comissários desportivos…..mas cheguei ao final, e venci as duas categorias. O Volkswagen Scirocco teve alguns danos, mas deu para terminar. Em Portimão  tive um incidente de corrida com o Lotus Elan do Alexandre Guimarães, que me deixou o Volkswagen Scirocco desalinhado, tendo feito um pião quando me tocou. Depois na ultima volta já tinha passado o Bruno Pires  e o José Fafiães ao volante do seu Datsun 1200.Na parte de cima e na travagem, com o carro desequilibrado, acabo por ir à relva, e volto a entrar em pista de marcha atrás, e aí o José Fafiães acaba por me tocar, e nada havia a fazer .Em 2019 fui “ um cristo”, pois tive sempre marcas em todas as corridas, aliás o meu chapeiro e pintor já gozavam comigo, quando lhes entregava o carro para arranjar para a prova seguinte. Gastei mais dinheiro em chapa e pintura toda a época do que em mecânica, acreditem…..

 

Para a época que tem inicio dentro de dois messe, quisemos saber como vai ser, o que logo retorquiu “ penso que em principio não  devo correr, isso porque tenho um problema de saúde que está em convalescença, no entanto se em Abril estiver recuperado com certeza que farei algumas provas, mas volto a insistir vai depender tudo do meu estado de saúde. Confesso que gostava muito de regressar a Jarama e Portimão, vamos lá ver.”

 

 

 

Sobre o Volkswagen Scirocco, conduzir os mesmos nos limites como é, o que logo Fernando Xavier depois de respirar fundo, disse-nos “ é um carro honesto, não anda muito, é um Grupo 2,m mas nas duas ultimas épocas tenho utilizado um motor mais fraco, que está a debitar mais ou menos 140 cv, mas nos limites consigo ir “ buscar “ o carro, tolera erros até certo ponto, curva melhor para o lado esquerdo do que para o lado direito, e isso obriga-me em linha recta estar sempre a fazer correcções”. Sobre certas curvas que faz e que fazem parte de pista que compõem o calendário, disse-nos “ para mim a curva do Tanque, é aquilo que chamo duma curva para homens, porque primeiro entra-se muito rápido em 4ª velocidade a fundo, sem relevê na curva, e a saída não tem escapatória. Por outro lado há um pequeno releve que atira o carro para cima do rail do lado esquerdo, mas mim para ser franco dá cá um gozo….Depois a chicane no circuito de Braga, foi engraçado a versão que foi usada no ano passado, gosto desta versão, é mais rápida, depois em Portimão a curva que antecede a recta da meta, aquela direita muito longa, depois a descida, tudo isto é fabuloso, gosto muito “, confessou-nos as suas emoções que tem ao volante do Volkswagen Scirocco.


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