CAMPEONATO DO MUNDO DE RESISTÊNCIA DA FIA: MICHELIN NAS 6 HORAS DE PORTIMÃO
A segunda ronda do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA de 2023 leva as equipas ao Autódromo Internacional do Algarve, que já acolheu anteriormente a ação do FIA WEC na forma de uma corrida de oito horas, em junho de 2021. Portimão é, por consequência, território conhecido da maioria das equipas e pilotos, especialmente porque muitos dos recém-chegados ao campeonato, como a Ferrari, a Peugeot e a Porsche, realizaram testes privados no traçado português.
O circuito, com 4684 quilómetros e 15 curvas, é famoso por ser sinuoso, e pelos seus desníveis, com uma longa reta com quase um quilómetro de extensão, que termina numa pronunciada descida que obriga a fortes travagens. O traçado, tecnicamente exigente para carros e pilotos, também é muito duro para os pneus.
“Portimão é um belo circuito com muitas pendentes, ao estilo da velha escola”, explica Pierre Alves, responsável pelos programas de corridas de resistência da Michelin. “A sua largura, e a variedade de linhas de trajetória, facilitam as ultrapassagens; mas, no seu conjunto, pode ser muito exigente para os pneus. Os diferentes tipos de curvas, e a longa reta, geram, ambos, grandes esforços longitudinais, como as fortes travagens para as curvas 1 e 5, e elevadas forças laterais, especialmente na longuíssima curva 15”.
Pneus concebidos para um aquecimento mais rápido
Até ao final da passada temporada, os pilotos podiam sair das boxes com pneu pré-aquecidos a uma temperatura de até 80º C. Agora, os cobertores de aquecimento estão proibidos no FIA WEC, pelo que a Michelin desenvolveu uma nova gama de pneus para os protótipos Hypercar, que leva em linha de conta este novo parâmetro. “Os nossos pneus para 2023 aquecem mais rapidamente, mas sem detrimento da performance que ofereciam na temporada passada”, explica Pierre Alves. “Todo correu bem na ronda inaugural, em Sebring, pelo que sentimo-nos confiantes para Portugal. É verdade que o clima mais cálido de meados de março na Florida jogou a nosso favor, mas Portimão é uma pista que gera uma grande quantidade de energia, e a primavera está já muito avançada no sul da Europa”.
“Para além de tudo isto, o asfalto da pista é conhecido por ser abrasivo, o que ajuda a que os pneus subam de temperatura com bastante rapidez. Quanto aos nossos parceiros de LM GTE Am, temos previsto trabalhar com eles tão estreitamente como é habitual, para ajudá-los a tirar o máximo partido dos seus pneus. Creio que podemos esperar um entretido fim de semana de corridas”, acrescenta Pierre Alves.
Depois das três sessões de treinos livres, a ação de sábado concluir-se-á com a qualificação. A corrida propriamente dita está agenda para as 12h00, hora local, de domingo, 16 de abril.
Sobre a Michelin
A Michelin ambiciona melhorar de forma sustentável a mobilidade dos seus clientes. Líder do sector do pneu, a Michelin concebe, fabrica e distribui os pneus mais adaptados às necessidades e às diferentes utilizações dos seus clientes, assim como serviços e soluções para melhorar a eficácia do transporte. De igual modo, a Michelin oferece aos seus clientes experiências únicas nas suas viagens e deslocações. A Michelin também desenvolve materiais de alta tecnologia para diversas utilizações. Com sede em Clermont-Ferrand (França), a Michelin está presente em 177 países, emprega mais de 124.760 pessoas e dispõe de 68 centros de produção de pneus, que, em 2021, fabricaram 173 milhões de pneus (www.michelin.pt).
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João Raposo
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