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COMÉRCIO&INDUSTRIA - WHITE PAPER DA DHL

Quinta, 27 Janeiro 2022 12:52 | Actualizado em Quinta, 19 Maio 2022 15:35

Dados do recente relatório “Delivering on Circularity” publicado pela DHL

 

White paper da DHL apela à colaboração e aponta caminhos para a circularidade

 

 

  • Indústria da moda e da eletrónica de consumo têm as oportunidades e o impacto ambiental mais significativo

  • É necessária uma mudança de paradigma para uma abordagem mais holística da economia circular

  • A indústria da logística é um dos principais fatores de dinamização – permite a coordenação do fluxo de bens e dados

 

 Os sinais das alterações climáticas e dos danos ambientais estão a tornar-se cada vez mais visíveis. A quantidade crescente de resíduos ameaça ainda mais a saúde dos nossos ecossistemas naturais e das pessoas que neles vivem e trabalham. As sociedades e empresas são chamadas a contribuir para um futuro mais sustentável, sendo o cerne da sustentabilidade assegurar que os comportamentos de produção e consumo globais sejam compatíveis com os objetivos ambientais. Para ajudar a enfrentar tanto a crise climática como outros desafios ambientais, como a utilização da água e a geração de resíduos, a DHL publicou o novo white paper "Delivering on Circularity", que analisa profundamente a forma como as economias circulares podem ajudar a enfrentar estes desafios.

"Em termos simples, a circularidade é sobre os 5R: Reduzir, Reparar, Revender, Remodelar e Reciclar. A transição para uma economia circular assenta na reformulaçção das cadeias de abastecimento", diz Katja Busch, Chief Commercial Officer da DHL. "Soluções logísticas inovadoras podem ajudar a impulsionar a circularidade; são um facilitador fundamental para facilitar tanto o fluxo físico como o fluxo de dados". Especialmente quando se trata de otimizar volumes e materiais de produção, alargar os ciclos de vida dos produtos, lançar novos modelos de utilização ou desenvolver novas soluções para a reciclagem em fim de vida".

Impacto ambiental significativo da moda e da eletrónica de consumo

O impacto mais significativo na promoção da circularidade pode vir das indústrias da moda e da eletrónica de consumo. Os líderes da indústria já estão a participar ativamente na mudança de paradigma para a circularidade, anunciando objetivos ambiciosos e lançando uma vasta gama de iniciativas. O potencial impacto positivo que a circularidade nestas duas indústrias pode ter é significativo. Cerca de 20% das peças de vestuário produzidas nunca são utilizadas e os smartphones são frequentemente trocados após apenas dois ou três anos. Ambos os setores juntos contribuem para mais de seis por cento das emissões globais de gases com efeito de estufa (GEE). Para produzir dispositivos eletrónicos são necessários muitos recursos não renováveis, tais como terras raras e metais. Além disso, as indústrias são responsáveis pelo uso substancial do solo (mais do que a área da Alemanha e Suíça juntas), pelo consumo de água (equivalente a 40% do consumo anual de água dos cidadãos americanos) e pela produção de resíduos (equivalente a aproximadamente 50% dos resíduos anuais dos europeus). Com 80% das emissões de um artigo de moda ou da eletrónica de consumo médio a acumular durante a produção, é imperativo prolongar o mais possível a vida útil do produto.

"A mudança para comportamentos de consumo circulares é um impulsionador fundamental de uma transição bem sucedida para a circularidade. Os comportamentos de consumo aumentam o número de bens que voltam a fluir no ciclo e sinalizam a procura de produtos circulares por parte das marcas. E a tendência para uma procura mais sustentável está a crescer", diz Carsten Lützenkirchen, Vice-Presidente Sénior da DHL Customer Solutions & Innovation. "Novos modelos de negócios circulares não só diversificam as carteiras de produtos e serviços, como têm um efeito positivo no envolvimento dos clientes. É uma situação clássica de ganho mútuo em que a sustentabilidade impulsiona o crescimento e a inovação".

A circularidade tem um enorme potencial para a neutralidade carbónica e para o ambiente

"A economia circular visa reimaginar a forma como os bens produzidos, vendidos e utilizados hoje são reciclados nas matérias-primas de amanhã. Para atingir o pleno potencial do conceito e institucionalizar o modelo precisamos de soluções e tecnologias inovadoras", acrescenta Katja Busch. "Claro que é mais complexo estabelecer cadeias de abastecimento para ciclos de produção ou reciclagem a pedido e gerir o fluxo massivo de dados, mas para atingir conjuntamente os nossos ambiciosos objetivos ambientais é necessário fazê-lo. Nós, na DHL, estamos ansiosos por estabelecer uma parceria com partes interessadas da circularidade, servindo de facilitador para os novos fluxos físicos e de dados dentro do circuito de abastecimento".

Ao longo da cadeia de valor do produto, a DHL identificou três estimuladores principais e dez blocos de construção que permitem uma transição bem sucedida de cadeias para circuitos de abastecimento. Estes vão desde materiais e design inovadores até à produção a pedido, devoluções inteligentes de produtos, embalagens reutilizáveis, novos conceitos de utilização, recolha e reciclagem de bens. Acima de tudo, o comportamento circular do consumidor deve ser incentivado. Adicionalmente, as cadeias de abastecimento devem ser redesenhadas e a visibilidade e coordenação devem ser possibilitadas para tornar viável a circularidade. Um esforço conjunto entre todos os intervenientes pode tornar a transição para a circularidade bem sucedida e gratificante. Em termos de emissões, a circularidade parece ser uma forma comparavelmente conveniente e impactante de reduzir as emissões. Alcançar 50% de circularidade evita tantas emissões de GEE como se todos os utilizadores de streaming em todo o mundo deixassem de ver conteúdos de vídeo durante cinco anos.

É necessária uma ação coletiva dos stakeholders

Se todos os stakeholders assumirem as suas responsabilidades, a circularidade pode tornar-se uma realidade. Embora a transição bem sucedida para a circularidade seja sem dúvida uma responsabilidade e um esforço partilhado, os atores logísticos são a espinha dorsal. A circularidade muda a forma como os materiais e os produtos se movem – de uma linha reta para um círculo regenerativo – e gerir eficientemente o fluxo de mercadorias é o objetivo da logística.

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