Texto de opinião de João Raposo. A ausência do Vodafone Rali de Portugal no calendário de 2027 do Campeonato do Mundo representa uma perda para o país. Ainda assim, perante os interesses que rodeiam a promoção da competição, é altura de parar, avaliar o momento e preparar o futuro com serenidade.
Os novos regulamentos mudam profundamente o cenário técnico do WRC. Entre programas de fábrica, projetos independentes e calendários de desenvolvimento distintos, 2027 será um ano de transição. A atratividade desportiva não dependerá apenas dos carros da categoria principal: Rally2 continuará a reunir várias marcas e poderá concentrar uma parte importante da competição.

Preparar o regresso com ideias novas
Os responsáveis portugueses devem lutar pelo regresso em 2028 ou 2029, estudando o que correu menos bem na edição de 2026. Uma prova que já foi distinguida entre as melhores do mundo tem de recuperar esse estatuto com organização rigorosa, inovação e propostas capazes de mostrar a diferença perante os restantes candidatos.
Portugal já esteve fora do calendário e conseguiu regressar. O caminho volta a exigir calma, trabalho e uma candidatura sólida, pensada para o público, para as equipas e para o território. A convicção mantém-se: o Rali de Portugal tem história e capacidade para voltar ao Mundial de forma marcante.
Nota da redação: a FIA confirmou oficialmente um calendário de 15 provas para 2027 e indicou que os regulamentos WRC27 admitem construtores e preparadores independentes. A federação anunciou também o regresso da Ford com programa de fábrica em 2028.



